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Conheça o palestrante: Eduardo Goerl

É formado em Administração, com habilitação em Gestão para Inovação e Liderança (GIL), da Unisinos. Já trabalhou como tradutor, vendedor de software ERP, barista, salva-vidas de piscina, atendente de hotel, entre outros. Hoje, é piloto de Airbus A320, que é a realização de um sonho. Na aviação, já foi instrutor teórico e de voo. Nos últimos quatro anos, trabalha na maior empresa aérea do país. Paralelo à aviação, abriu uma empresa chamada Agrone e desenvolve um drone agrícola.

Em entrevista, Eduardo mostra que boas ideias podem levar a concretização de projetos inovadores.

Eduardo Goerl sempre sonhou alto e não recuou quando teve a oportunidade de concretizar os seus sonhos nas alturas. Ele é piloto de Airbus A320, carreira que concilia com a de administrador, graduado em Gestão para Inovação e Liderança, da Unisinos. Como consegue isso? Unindo o que de melhor aprendeu nas duas áreas que, para ele, têm muito em comum. Para além de pilotar um avião ou uma empresa, Eduardo empreende. Deste movimento, nasceu o Agrone, um drone para ser utilizado na pulverização de lavouras. Confira um pouco dessa viagem no mundo das ideias criativas do palestrante do TEDxUnisinos 2014:

- De onde vem essa multiplicidade profissional e onde elas se encontram?
Meu tio era piloto da antiga Varig. Este sempre foi meu sonho profissional e de vida. A administração surgiu pela identificação de uma competência de liderança, após dois anos em um grêmio estudantil. Assim, ingressei no curso de Gestão para Inovação e Liderança, na Unisinos. A aviação nunca me deixou ir muito longe e sempre estive conectado com ela. Quando acabei todas as horas necessárias como piloto, larguei temporariamente a administração para ser instrutor de voo. Quando surgiu a oportunidade de entrar em uma companhia aérea, embarquei sem dúvidas. As duas profissões se encontram todos os dias. Apesar de não trabalhar na gestão da empresa aérea na qual atuo como piloto, existem diversos desafios no entendimento do “negócio aviação”, que são facilitados pela experiência com administração. São necessárias muitas horas de planejamento de escalas nos dois trabalhos. Além disto, é preciso controle para chegar no aeroporto e desligar todos os equipamentos eletrônicos, esquecendo temporariamente os desafios que chegam pela Agrone. Voar segue sendo minha paixão, então quando eu entro na cabine fica fácil de me desconectar do mundo e só voar.

- De onde surgiu a ideia para a criação do Agrone?
Pilotos são muito ligados à segurança de voo, consequentemente conhecemos estatísticas e principalmente ouvimos histórias de ocorridos com amigos e conhecidos. As estatísticas de segurança de voo na aviação agrícola e pulverização de lavouras, são muito desfavoráveis, e existe uma definição do estágio de voo onde são ainda piores. Nestes estágios é que queremos entrar, sobretudo para preservar vidas.

- Qual a importância deste projeto?
Além da insegurança do processo de pulverização, existe um grande empenho mundial em tornar a pulverização mais precisa. Identifiquei, então, que naquelas áreas onde o avião não consegue trabalhar bem, por causa dos riscos inerentes àquele voo, é possível pulverizar com precisão e zero riscos à vida humana, com a utilização do drone.

Assista ao talk de Eduardo no TEDxUnisinos 2014 aqui:

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Conheça o palestrante: Bruno Bittencourt

Bruno Bittencourt é um aluno/professor/empreendedor entusiasta da educação e do empreendedorismo. Sedento por aprendizagem, o administrador e atual mestrando em Administração com ênfase em Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade na UFRGS, participa de diversas iniciativas relacionadas aos temas. Em 2013, visando soluções para os problemas do Brasil, cofundou a Escola Convexo, uma alternativa de Nova Educação, que funciona no modelo de escola colaborativa e tem como objetivo desenvolver jovens lideranças na escola pública, a partir de comunicação, lógica e empreendedorismo. Seguindo o exemplo desse trabalho, Bruno acredita que a inovação é uma ferramenta para gerar microrrevoluções capazes de transformar o mundo.

Em entrevista, Bruno Bittencourt fala sobre a Escola Convexo, projeto que apresentará no TEDxUnisinos


“A inovação é uma ferramenta para gerar microrrevoluções capazes de transformar o mundo”. Essa afirmação é de Bruno Bittencourt, um aluno/professor e entusiasta da educação e do empreendedorismo. Bruno é um dos palestrantes do TEDxUnisinos 2014 e falará sobre a Escola Convexo, iniciativa que surgiu do seu anseio por “transformações de realidades”.

A escola foi fundada no ano passado, visando a formação de jovens lideranças nas escolas públicas, capazes de solucionar os mais diferentes problemas do Brasil. Trata-se de uma alternativa de Nova Educação, que funciona no modelo de escola colaborativa, e abrange Comunicação, Lógica e Empreendedorismo. Saiba mais na entrevista:

Quantas pessoas a escola atende?
Em sala de aula a Convexo trabalha com 50 alunos divididos em dois turnos. Contudo, de forma indireta, o número de pessoas atendidas é muito superior. Vamos além dos alunos, uma vez que o projeto acaba envolvendo toda a Escola Estadual (400 alunos, 20 professores e diretoria), os pais e a comunidade (Chapéu do Sol) na qual está inserida, além dos mentores (110) e simpatizantes da Convexo (mais de 1000 seguidores no Facebook). Nosso impacto na sociedade aparece nas diversas circunstâncias, já que todos participam do projeto de alguma forma.

Quais os problemas do País que a escola busca sanar?
A Convexo busca diminuir a desigualdade, começando pela desigualdade de oportunidades. Para isso, promovemos momentos de aprendizado que desenvolvam os líderes que poderão provocar o desenvolvimento social e econômico nas suas regiões. Principalmente, para que possam valorizar e replicar as experiências e o crescimento sustentável das diversas realidades do nosso país.

Quando surgiu o interesse em atuar nessa área?
Nosso interesse surgiu no momento em que a sociedade quer mudar essa realidade. Unimos nosso desejo de fazer algo que impactasse de forma positiva, com o anseio da sociedade de ter uma educação diferenciada. Cada um tem que fazer sua parte, e eu acredito muito em microrrevoluções. As oportunidades que eu tive não foram as mesmas que a maioria dos jovens que atendemos tiveram. Sinto-me na obrigação moral de colaborar com a educação e desenvolvimento do máximo de jovens que eu puder.

Como é trabalhar com os jovens? Como ensinar a inovação e tornar o conteúdo interessante?
Inovar é sempre desafiador, em qualquer aspecto. Com jovens, então, esse desafio se torna ainda maior. Eles são inquietos por natureza e temos que estar sempre nos reinventando. Mas, o que mais fazemos não é ensinar inovação, muito pelo contrário! É aprender inovação. As nossas realidades são tão distantes que, no fim, quem aprende a inovar somos nós, que trabalhamos com eles.

Pra você, qual o papel e a importância da atuação de jovens como líderes? Como a sociedade enxerga isso?
Acredito que a liderança é uma soma de autonomia, autoconhecimento e coletividade. Com mais jovens entendendo e praticando suas autonomias e se conhecendo melhor, a liderança acontece de forma natural. Queremos que eles se tornem pessoas mais conscientes de suas escolhas e, consequentemente, menos levadas pelas decisões terceiras. Esperamos que a sociedade veja que precisamos potencializar esses jovens líderes para termos um mundo mais justo e humano. Claro que enfrentamos resistências, afinal, não é usual deixar que crianças decidam por si mesmas e, mais do que isso, aceitar e entender que aquele indivíduo que passa muito mais tempo nas redes sociais do que conversando com a família é sim capaz de traçar planos, metas e ter sucesso num empreendimento. Liberdade para errar e aprender é fundamental na formação de jovens líderes e o que damos para eles é isso: a possibilidade de errar sem medo e enfrentar as consequências como pessoas ‘de verdade’.

Assista ao talk de Bruno no TEDxUnisinos 2014:

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