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Conheça a palestrante: Vanessa Andreotti

Titular da Cátedra Canadense de Pesquisa sobre Desigualdades e Mudança Global e professora da Faculdade de Educação, na Universidade da Columbia Britânica, em Vancouver, no Canadá. Formou-se em Letras na Universidade Federal do Paraná e foi professora de Ensino Médio por sete anos, em Curitiba. Iniciou sua carreira de pesquisadora na área de educação para o desenvolvimento internacional e cidadania global na Inglaterra, trabalhando depois em universidades na Irlanda, Nova Zelândia, Finlândia e Canadá.

Baseada em teorias pós-coloniais e pós-estruturalistas, sua linha de pesquisa aborda as políticas de construção do conhecimento e a ética de representações e relações transnacionais que refletem e são refletidas na educação.  Presta assessoria a várias entidades governamentais e não governamentais na área de cidadania e responsabilidade global, na qual publicou três livros, vários artigos acadêmicos e textos profissionais.  A síntese dos dez primeiros anos de pesquisa foi articulada no livro “Actionable Postcolonial Theory in Education”, publicado em inglês pela Palgrave MacMillan, que recebeu o prêmio de “excelente contribuição aos estudos de currículo” pela divisão de Estudos de Currículo da Associação Americana de Pesquisa Educacional.

Vanessa compartilhou as suas experiências acadêmicas e de mercado internacional no TEDxUnisinos 2014. Acompanhe a entrevista:

- De professora do Ensino Médio no Paraná para a Inglaterra. Como isso aconteceu?

Meu sonho desde adolescente era ser professora de ensino médio, na escola publica, e fazer a diferença para uma sociedade mais solidária e unida. A carreira acadêmica internacional aconteceu de uma forma completamente inesperada. Eu dei aulas por oito anos em Curitiba, em três turnos e três escolas diferentes. Depois fui contratada pelo Conselho Britânico para coordenar iniciativas de capacitação dos professores da rede publica e estabelecer parcerias com escolas na Inglaterra. Foi neste período que pude explorar as percepções de hierarquias culturais que se reproduzem tanto nas instituições quanto nas relações sociais. Essas hierarquias equalizam o crescimento econômico com a capacidade intelectual: quem nasce em um país mais rico é visto como mais inteligente. A partir daí eu decidi explorar como esses pressupostos se reproduzem, principalmente dentro da educação.

- Como foi tratar das percepções de hierarquias culturais fora do teu país de origem?

A minha iniciativa foi vista como inovadora na época, tanto nos projetos Paranaenses quanto na própria Inglaterra. Tive suporte de varias ONGS Europeias para continuar esse questionamento dentro da educação que acontece nos países ricos relacionada aos países mais pobres. Fui beneficiada com uma bolsa de estudos para o meu doutorado na Universidade de Nottingham dentro dessa área e comecei a trabalhar como coordenadora educacional no Centro de Estudos sobre Mudanças Sociais e Globais no Departamento de Teoria Política dessa universidade. Consegui financiamentos para projetos educacionais relacionados a movimentos sociais através de governos da Europa. Quando terminei meu doutorado, já com varias publicações internacionais de impacto no questionamento das hierarquias culturais em educação, fui convidada a trabalhar na Universidade Nacional da Irlanda. Depois disso trabalhei na Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, no departamento de estudos Maori (indígenas) na educação.

- Tens importantes trabalhos publicados no exterior. Enquanto pesquisadora brasileira, como és vista no âmbito internacional?

Em 2010 ocupei a única cátedra Europeia em educação global, na Finlândia. Nesse contexto, eu fui a primeira acadêmica estrangeira e mais nova professora titular contratada na Universidade de Oulu com 35 anos. Desde janeiro, trabalho na Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, como Cátedra Canadense de Pesquisa em Desigualdade e Mudança Global. Esse programa de cátedras de pesquisa, tem o objetivo de trazer para o Canadá as “mentes mais promissoras e brilhantes”. Sou uma das poucas mulheres estrangeiras, visivelmente latino-americana, nessa posição de liderança na academia Canadense. Como as hierarquias sociais, culturais e existenciais, que são o foco da minha pesquisa, tem origem histórica e são reproduzidas sistemicamente, o trabalho de uma pesquisadora brasileira em levantar questões complicadas sobre renegociação de pressupostos e relações de poder é complicado. Mas é superimportante marcar presença para que as pessoas percebam tanto aqui quanto lá fora que a capacidade intelectual, de comunicação e de profundidade, não são exclusividade de nenhuma cultura. Isso é necessário para que a gente possa mobilizar a afetividade e a coragem para abordar questões difíceis, porem urgentes na construção de futuros alternativos.

Assista ao talk da Vanessa aqui:

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Conheça o palestrante: Bruno Bittencourt

Bruno Bittencourt é um aluno/professor/empreendedor entusiasta da educação e do empreendedorismo. Sedento por aprendizagem, o administrador e atual mestrando em Administração com ênfase em Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade na UFRGS, participa de diversas iniciativas relacionadas aos temas. Em 2013, visando soluções para os problemas do Brasil, cofundou a Escola Convexo, uma alternativa de Nova Educação, que funciona no modelo de escola colaborativa e tem como objetivo desenvolver jovens lideranças na escola pública, a partir de comunicação, lógica e empreendedorismo. Seguindo o exemplo desse trabalho, Bruno acredita que a inovação é uma ferramenta para gerar microrrevoluções capazes de transformar o mundo.

Em entrevista, Bruno Bittencourt fala sobre a Escola Convexo, projeto que apresentará no TEDxUnisinos


“A inovação é uma ferramenta para gerar microrrevoluções capazes de transformar o mundo”. Essa afirmação é de Bruno Bittencourt, um aluno/professor e entusiasta da educação e do empreendedorismo. Bruno é um dos palestrantes do TEDxUnisinos 2014 e falará sobre a Escola Convexo, iniciativa que surgiu do seu anseio por “transformações de realidades”.

A escola foi fundada no ano passado, visando a formação de jovens lideranças nas escolas públicas, capazes de solucionar os mais diferentes problemas do Brasil. Trata-se de uma alternativa de Nova Educação, que funciona no modelo de escola colaborativa, e abrange Comunicação, Lógica e Empreendedorismo. Saiba mais na entrevista:

Quantas pessoas a escola atende?
Em sala de aula a Convexo trabalha com 50 alunos divididos em dois turnos. Contudo, de forma indireta, o número de pessoas atendidas é muito superior. Vamos além dos alunos, uma vez que o projeto acaba envolvendo toda a Escola Estadual (400 alunos, 20 professores e diretoria), os pais e a comunidade (Chapéu do Sol) na qual está inserida, além dos mentores (110) e simpatizantes da Convexo (mais de 1000 seguidores no Facebook). Nosso impacto na sociedade aparece nas diversas circunstâncias, já que todos participam do projeto de alguma forma.

Quais os problemas do País que a escola busca sanar?
A Convexo busca diminuir a desigualdade, começando pela desigualdade de oportunidades. Para isso, promovemos momentos de aprendizado que desenvolvam os líderes que poderão provocar o desenvolvimento social e econômico nas suas regiões. Principalmente, para que possam valorizar e replicar as experiências e o crescimento sustentável das diversas realidades do nosso país.

Quando surgiu o interesse em atuar nessa área?
Nosso interesse surgiu no momento em que a sociedade quer mudar essa realidade. Unimos nosso desejo de fazer algo que impactasse de forma positiva, com o anseio da sociedade de ter uma educação diferenciada. Cada um tem que fazer sua parte, e eu acredito muito em microrrevoluções. As oportunidades que eu tive não foram as mesmas que a maioria dos jovens que atendemos tiveram. Sinto-me na obrigação moral de colaborar com a educação e desenvolvimento do máximo de jovens que eu puder.

Como é trabalhar com os jovens? Como ensinar a inovação e tornar o conteúdo interessante?
Inovar é sempre desafiador, em qualquer aspecto. Com jovens, então, esse desafio se torna ainda maior. Eles são inquietos por natureza e temos que estar sempre nos reinventando. Mas, o que mais fazemos não é ensinar inovação, muito pelo contrário! É aprender inovação. As nossas realidades são tão distantes que, no fim, quem aprende a inovar somos nós, que trabalhamos com eles.

Pra você, qual o papel e a importância da atuação de jovens como líderes? Como a sociedade enxerga isso?
Acredito que a liderança é uma soma de autonomia, autoconhecimento e coletividade. Com mais jovens entendendo e praticando suas autonomias e se conhecendo melhor, a liderança acontece de forma natural. Queremos que eles se tornem pessoas mais conscientes de suas escolhas e, consequentemente, menos levadas pelas decisões terceiras. Esperamos que a sociedade veja que precisamos potencializar esses jovens líderes para termos um mundo mais justo e humano. Claro que enfrentamos resistências, afinal, não é usual deixar que crianças decidam por si mesmas e, mais do que isso, aceitar e entender que aquele indivíduo que passa muito mais tempo nas redes sociais do que conversando com a família é sim capaz de traçar planos, metas e ter sucesso num empreendimento. Liberdade para errar e aprender é fundamental na formação de jovens líderes e o que damos para eles é isso: a possibilidade de errar sem medo e enfrentar as consequências como pessoas ‘de verdade’.

Assista ao talk de Bruno no TEDxUnisinos 2014:

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Stefan Weitz – E se a educação fosse como a criação de um sistema de computador?

Stefan Weitz_byVanessa Silva_TEDxUnisinos (11)

 

Justin Reeves – Confira a palestra

Justin Reeves_byBruno Alencastro_TEDxUnisinos (11)

Durante o TEDxUnisinos 2012, Justin Reeves compartilhou sua experiência em projetos como o Girls Risins e a Ong 10×10.

Rosângela Melatto – A transformação do mundo pela educação das mulheres

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Rosângela Melatto trabalha na Intel como Corporate Social Responsibility Manager. É responsável por todas as ações sociais da empresa na América Latina, incluindo planos estratégico e implementação de projetos como o Women and Girls Program. É graduada em Engenharia Química...

IDEIA em movimento

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O I.D.E.I.A. em Movimento é um projeto das alunas do Colégio Anchieta que questiona o fato das salas de aula sempre serem iguais, com quadro, tablado, classes enfileiradas e com o professor em pé, ensinando.