Vicki Noble – Medicina inovadora

 

A médica Vicki Noble apresentará as lições do uso de tecnologia de simulação no ensino de ultrassom para o mundo.

Durante a última década, a capacidade de diagnóstico médico via ultrassom aumentou em razão de máquinas mais baratas portáteis, interface de utilizador melhorada e processamento de imagem melhorada.  Os educadores estudantes de medicina têm sido confrontados, pois nos últimos anos a demanda de alunos que querem aprender a usar esses equipamentos tem aumentado muito. “A demanda é tão alta porque a ferramenta é tão poderosa – trazendo imagens de fisiologia interna para os clínicos que antes não tinham acesso a esse diagnóstico revolucionário”, contou Vicki Noble, médica que vem ao TEDxUnisinos falar sobre as lições do uso de tecnologia de simulação no ensino de ultrassom.

Vicki trabalha no Massachusetts General Hospital e pensa que um projeto global de ensino sobre o ultrassom é inovador, uma vez que esse processo tem resultado subjetivo, mas pode ser mais orientado e crítico, para que os usuários possam ter domínio sobre os resultados também. “O papel que desempenhamos é o de ajudar os estudantes para que, no futuro, eles possam tomar decisões críticas, orientadas e integradas no acesso tecnológico onipresente na medicina”, apontou.

Assista ao talk aqui:

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*A segunda palestrante do bloco da tarde foi Vicki Noble. Vicki é médica do Massachusetts General Hospital e falou no TEDxUnisinos sobre o uso de tecnologias de simulação no ensino do ultrassom.

Foto: Bruno Alencastro

Durante a última década, a capacidade dos diagnósticos médicos via ultrassom aumentou, porém, com isso, apresentou-se um problema: o número de educadores que podem ensinar sobre isso é muito pequeno em relação ao número de alunos desejosos de aprender a usar a tecnologia.

Assim, o grande desafio apresentado por Noble foi sobre como ensinar as pessoas a utilizarem esta tecnologia, dentro deste cenário.

A palestrante começou sua fala apresentando o ultrassom como uma inovação, que trouxe e que está trazendo muitos benefícios para a humanidade.

Vicki compara o instrumento a um smartphone, que quando surgiu ele era maior, mais robusto, com uma função específica. Hoje, há diversos usos possíveis, portabilidade e novos usos que estão surgindo. E tem a vantagem de ser algo acessível e muito útil em seu uso médico.

Mas, não adianta ter disponível uma excelente tecnologia sem a competência humana para acompanhá-la.

Desta forma, deve-se ensinar mais pessoas a obter a imagem, interpretando-a e gerando o entendimento de como utilizar a informação obtida para cuidar do paciente.

Um dos caminhos apontados é o professor remoto que orientaria pessoas em qualquer local do mundo.

Noble apresentou, por fim, um aplicativo que poderia auxiliar o corpo médico nesta utilização, de forma intuitiva e visual. Com a tecnologia touch screen ele poderia orientar o programa a fazer buscas em determinadas partes do corpo humano, gerando, ainda, uma compilação dos dados. Isso não é suficiente, o desafio é utilizar os dados obtidos e transformá-los em informação e, depois, gerar conhecimento.

Para a palestrante, é importante encontrar uma forma de fazer essa “mentoração” da forma correta, segura e acessível. Mas isso, não é problema, segundo Vicki é muito difícil impedir uma boa ideia, pois ela tem uma grande força e devemos transformá-la em ação e em algo positivo para as pessoas.

*Texto: Fernanda Sarate

 

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